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Repositórios e Expressões Lambda

Esta semana fizemos mais uma grande melhoria na nossa camada de domínio, incorporando expressões lambda .Net nas nossas consultas e parâmetros de ordenação de repositórios. Retomando o post sobre a camada de domínio, os repositórios são utilizados para tirar a dependência da aplicação dos detalhes de persistência de objetos e para ser uma representação abstrata de uma coleção de entidades de domínio.

A idéia é que eles facilitem a busca de entidades específicas ou implementem métodos mais complexos para a execução de consultas. Como no nosso caso usamos o NHibernate para camada de persistência, nós temos duas opções de efetuar estas consultas, os Criterias (DetachedCriteria ou expressões ICriterion simples) ou o HQL, que é uma linguagem de consulta parecida com SQL só que composta pelas entidades de domínio.

Consultas HQL são baseadas em strings (ver exemplo abaixo do nosso sistema de ServiceDesk), o que é extremamente flexível porém não suporta intellisense nem é compilada (o que pode facilitar erros no caso de refactors). Mas, para o HQL não temos muita opção, a alternativa que seria usar o NH Linq ainda não é viável (pelo que eu tenho visto, ainda não suporta muitas coisas).


public int TotalInbox(User user) {
   const string hql =
       @"select count(*) from Incident i inner join i.Allocation a
         inner join a.SupportGroup s inner join s.Users u 
         inner join i.Company c
         where i.ClosedOn is null and a.SupportUser is null
         and i.State != isnull(c.WaitingUserConfirmationState,-1) 
         and i.State != isnull(c.WaitingUserInformationState, -1) 
         and u = ?";
   return (int) ExecuteScalar<long>(hql, user);
}

O uso de Criterias é mais simples e é indicado para consultas com restrições diretas na entidade base (ou nas que possuem relacionamento direto com a entidade base). Porém, nos criterias é necessário especificar o nome da propriedade como string. Novamente, sem intellisense e sujeito a problemas de refactor. Como o uso de Criterias é muito mais freqüente, nós automatizamos na nossa camada de domínio a geração de uma classe estática com todas as propriedades das entidades de domínio (usando arquivos .tt de um editor T4). Desta forma, temos intellisense e no caso de refactor que cause alguma quebra, teremos um erro de compilação (já que as classes são sempre regeradas). E, conforme falado no post da camada de domínio, construímos ainda uma fluent interface para facilitar a escrita. O exemplo abaixo mostra isto em funcionamento.

public long TotalClosed(User user) {
    return Query.Where(Restrictions.Eq(PN.User, user))
           .And(Restrictions.IsNotNull(PN.ClosedOn)).Count();
}

Esta solução estava bastante adequada até aparecer a alternativa de usarmos expressões lambda ao invés de gerar as classes estáticas. Existem algumas iniciativas já fazendo isto, como o projeto NHLambdaExtensions. Neste caso específico, porém, eles estão abordando isto como uma biblioteca à parte para a geração de Criterias do NH e não como algo integrado aos repositórios.

Felizmente, na nossa camada de domíno, os repositórios já são tipados para a entidade de domínio que eles representam. Desta foram, fica simples gerar as expressões. O exemplo abaixo mostra a mesma rotina acima, agora usando expressões lamdas.

public long TotalClosed(User user) {
    return 
      Query.Where(i => i.User == user && i.ClosedOn != null).Count();
}

Como pode ser visto, bem mais legível e intuitivo. E sem a necessidade de se usar classes estáticas de apoio! Ainda temos algum trabalho a ser feito, pois não é simples traduzir todos os tipos de lambda para restrições válidas. Mas para os casos mais simples como o acima, está já 100% funcionando.

Outro ponto interessante é que as funções que aceitam lambda podem ser expostos para camadas superiores de domínio, já que usar uma expressão lambda não causa dependência para a camada de persistência. Isto diminui de maneira significativa o próprio tamanho da implementação dos repositórios.

Finalmente, a utilização deste tipo de solução acaba sendo algo tão flexível que estamos passando a adotar em vários outros cenários. Na definição de classes de ordenação para consultas, na identificação de campos usados como atributos em formulários e controllers e assim por diante. Realmente algo muito simples que está aí desde o lançamento da versão 3.5 do .Net mas que demorou para  a “ficha cair” achar uma maneira legal de aplicar na nossa infraestrutura.

Quem quiser saber algum detalhe mais técnico da implementação basta me mandar um email. Até a próxima.

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